Digaaí Sua História
Flávia Feijó Fucetola
Flávia Feijó Fucetola, Boston, MA, Estados Unidos
Flávia Feijó Fucetola
Sua história

Meu nome e Flávia Feijó Fucetola. Eu sou de Vila Vellha, Espírito Santo e vivo aqui em Cambridge (Massachusetts) há cinco anos. Sou casada e tenho um filho de cinco meses. Minha família toda está no Brasil. Aqui só tenho a família do meu marido que é americano e êles são o meu suporte aqui e eu não sei como seria sem este suporte porque ser imigrante e muito difícil. A saudade é muita e dói.

Eu me formei aqui em “mental health counselling” e faço um trabalho de “in home therapy” onde vou a casa das pessoas principalmente na comunidade de Dorchester. Agora estou com um trabalho no Consulado do Brasil de apoio a saúde mental e bem estar para os brasileiros e eu estou muito satisfeita com o trabalho e o resultado. O programa do Consulado é mais voltado para a prevenção  e educação enquanto o outro que faço em Dorchester é mais terapêutico.

Eu tenho visto que só ser imigrante idependentemente do status já é uma situação bem complicada para cada um de nós e eu vejo que as vezes as pessoas não procuram um apôio ou mesmo não conversam com alguém a respeito das dificuldades que estão passando e aí tudo vai virando uma bola de neve que no final Ee muito difícil para as pessoas lidarem com tantos problemas.

Pra mim, o que os brasileiros que eu vejo tem em comum é o fato mesmo de ser imigrante, de se sentir só, não saber onde buscar ajuda, e acho que esta é a dificuldade geral.

A maior dificuldade que enfreitei aqui foi a língua, aprender uma segunda língua não é fácil e não foi fácil pra mim. Mas é preciso ter cara de pau, se meter nos lugares; pegar o telefone e falar mesmo sem entender. Mas acho que a dificuldade mesmo é a solidão que a gente enfrenta realmente. A solidão não só da família longe mas também de ter um pouco de contato com a cultura da gente que as vezes é dificil. O processo de adaptação é bem difícil.

Eu acho que uma lição que posso passar para os brasileiros mundo afora é se permitir ser um imigrante e se permitir ter contatos com a outra cultura, não achar que é feio tentar falar uma nova língua ou buscar coisas novas porque todos nós estamos passando por isso e grande parte das pessoas já estão acostumadas com essa idea. Entao, “it is ok” tentar falar uma nova língua, “it is ok” se voce não conseguir entender o que alguém está falando.

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